segunda-feira, 7 de abril de 2008

Ocupação da Reitoria da UnB: avante guerrilheiros!


Desde quinta-feira passada, o prédio da Reitoria da Universidade de Brasília está ocupado por um razoável contingente de alunos, que protestam contra os escândalos de corrupção que assolam a universidade, tentando, dentre outras coisas, a saída do corrupto e atual reitor T. Mulholland, além de aproveitar para demandar antigas questões estudantis, relacionadas à melhoria das condições de ensino e de trabalho dos servidores da UnB.

Estive hoje pela manhã na ocupação. Pelo que vi, a iniciativa está mobilizando cada dia mais gente. Hoje, por exemplo, uma professora transferiu o local de sua aula para o epicentro da invasão, iniciativa que deverá servir de exemplo para outros servidores cansados da impunidade que assola nossas esferas de poder.

Na iminência de serem expulsos por força policial (PF) e insatisfeitos com as propostas apresentadas pela Reitoria, os estudantes resolveram ampliar a manifestação hoje a tarde. Alguns inclusive se encontram “ilhados” no andar aonde se localiza o gabinete do reitor. Por ordem da reitoria, nenhum manifestante pode subir lá, e os estudantes que lá permanecem contam com a ajuda de uma sacola devidamente suspensa por uma corda para receber alimentos e água, pois a reitoria havia cortado o suprimento de água e de luz, agora, ao que parece, restabelecidos. Na manifestação de hoje à tarde, alguns estudantes tentaram romper o cordão de isolamento e houve confronto físico com alguns seguranças da universidade. O caso mais grave foi o de um estudante espancado por alguns seguranças (foto, retirada do portal G1), estudante este que supostamente teria agredido alguém antes, o que não desqualifica o ato de covardia promovido pela milícia coordenada pela Reitoria.

A iniciativa dos alunos da UnB é louvada por nós e pode estar marcando um novo momento histórico. Isto porque faz tempo que o movimento estudantil brasileiro perdeu seu rumo de combate e de enfrentamento, principalmente depois que o governo militar autoritário soçobrou por aqui. Sem um inimigo concreto, o movimento se viu esvaziado, se comparado consigo mesmo em tempos idos. As falcatruas e os sistemas de corruptelas estão presentes em todos (eu disse TODOS) os departamentos e órgãos universitários federais. Este não seria um inimigo suficientemente aprazível para se combater? Não teríamos aí uma excelente bandeira de luta para empunhar?

Manterei-vos informados. Aguardem....

Um comentário:

Anônimo disse...

Ah não sniper, pára com isso! Inimigo? Combate? O único inimigo que esses tais estudantes querem combater é o tédio do cotidiano das salas de aula. As alegações de corrupção, más condições de ensino e blábláblá são,obviamente, mera desculpa p/ poderem fazer o que "estudantes" universitários participantes de DAs, DCEs e CAs mais gostam: baderna, gritaria, jurando que são heróis, guerrilheiros, revolucionários, como que um che guevara da vida. Já passei por duas faculdades federais, e sei, como todo mundo que já frequentou uma, que os alunos que mais berram por "melhorias no ensino" são os menos preocupados em aprender, em estudar, entregar trabalho em dia, fazer prova na hora marcada.
Pra começar, de cara você já pode excluir dessa turma os alunos realmente trabalhadores, porque estes não têm tempo vago p/ perder acantonado em sala de reitor - você não pode alegar p/ seu chefe ou cliente que não foi trabalhar ou não vai cumprir um prazo porque estava no prédio da reitoria gritando palavras de ordem.

E mais: consideram-se acima das normas estabelecidas, que seriam aplicáveis só aos outros imbecis, não a eles, heróis. Existe uma ordem judicial mandando desocuparem o prédio, mas eles não cumprem. O que os dá tal direito? Talvez seja a consciência de as autoridades não vão correr o risco de deixar a polícia federal descer o cacete num filhinho de ministro, deputado, senador, empresário milionário, que compõem o grosso do corpo discente da UNB.

Quando são assaltados, exigem o "cumprimento da lei". Mas quando a lei restringe os seus caprichos, foda-se.

Cambada de playboys maconheiros desocupados.